Nós mulheres, razão da sua existência, ao contrário do que dizem, somos bem simples de lidar.
Ela não quer um perfume caro, ela quer que você se lembre a data. Ela não quer um restaurante luxuoso, ela quer um jantarzinho a sós com um bom vinho. Mais importante do que "você é linda", é ouvir "você está linda". Sim, por favor reconheça as horas que ela passou se arrumando pra você.
Ela não quer saber se você vai na esquina comprar pão, mas seria ótimo receber um sms dizendo que acordou pensando nela. Passaria dois meses sem te ver numa boa, contanto que você dê a devida atenção, claro. "Quem foi que disse que pra estar junto é preciso estar perto?" Esteja perto em pensamentos, declarações...
Entenda que em um determinado período do mês as coisas serão um pouco tensas (TPM fellings). E se ela não quiser falar, por questão de sobrevivência, não insista!
LIGUEEEEE!!!!! Mas não exagere, normalmente as mulheres se entediam fácil, então faça um charme às vezes. Contrarie-a de vez em quando, isso nos deixa possessas, e mostra que você tem atitude.
Não a proiba de sair com aquele vestido, mas fale (numa boa) que sente ciúmes. Viva sua vida, saia com seus amigos e a permita que faça isso também. Mas não se esqueça NUNCA que você tem alguém que se importa contigo, consideração é muito importante.
Demonstre! Surpreenda! Mande flores numa terça-feira à tarde, apareça na portaria do prédio dela de madrugada... Responda aos e-mails!!!! Mulher detesta ser ignorada e a única coisa que você consegue com indiferença é ver outro em seu lugar. Sim, somos extremamente cruéis quando preciso.
Apresentar à família é necessário, mas não fundamental. Ela dificilmente gostará da sua mãe então não se apresse com isso. Mas a inclua na sua vida, compartilhe os momentos, as dúvidas. A gente se sente importante quando vocês pedem nossa opinião.
Faça planos com ela. Planos, não falsas promessas. Isso de "vamos viver o hoje" pra mulher não funciona. Nós precisamos pensar no futuro, então não se zangue se ela quiser saber que horas vocês vão se ver no último sábado do mês que vem.
Acredito que RECIPROCIDADE é a palavra. Se ela te dá carinho e atenção, o mínimo que ela espera é ter o mesmo de volta. Dar sem receber cansa.
Imagina uma roseira... linda e delicada, assim somos nós (ok, com alguns espinhos também), porém, se você não cuida da roseira, um dia ela pára de florescer e morre. Não, ela não vai morrer por você, mas o que ela sente, talvez...
Não se paga amor com indiferença. Seja sempre claro, se não quer mais, DIGA! Iludir ou brincar com os sentimentos de alguém não é legal. Isso, óbvio, vale para ambos os sexos.
E se ainda quer... corra atrás! Ela disse adeus? Puro charme! Ela está louca pra tocar o telefone e ouvir sua voz. Lute! Não se encontra amor sincero em qualquer esquina. "Onde não há sacrifício, não há virtude!"
Fernanda Marchioretto
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Quer saber o que eu penso?
Você agüentaria conhecer minha verdade?
Pois tome. Prove. Sinta.
Eu tenho preguiça de quem não comete erros.
Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam.
Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara à tapa! Ser louca, estranha, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir… Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome.
Clarice Lispector escrevendo a gente...
Você agüentaria conhecer minha verdade?
Pois tome. Prove. Sinta.
Eu tenho preguiça de quem não comete erros.
Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam.
Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara à tapa! Ser louca, estranha, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir… Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome.
Clarice Lispector escrevendo a gente...
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
A verdade sobre Papai Noel
Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe.
Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.
Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?
Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?
Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.
Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?
Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.
Martha Medeiros
Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.
Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?
Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?
Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.
Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?
Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Jingle Bell
Inevitalvemente não dá prá não falar desta data que se aproxima a cada dia mais. Já gostei mais de Natal, confesso. Hoje quando digo que não sou muito fã as pessoas se asssustam, mas é por uma série de motivos.
Quando era pequenina em São Gotardo o Natal era diferente.., eu ficava ansiosa o mês de dezembro inteiro, porque sabia que no fim do mês encontraria todos aqueles que eu gosto. Natal tinha outra magia, outro encanto e um significado mais específico. Até os enfeites eram diferentes, a imagem que eu tinha de Natal era muito diferente da de hoje, não que mudei meus princípios, pelo contrário, mas o sentimento mudou... Vamos por partes...
A árvore que minha mãe montava, prá mim era a mais linda... era toda envolvida por algodão e enfeitada com bolinhas de vidro, aquelas que só de olhar quebra em zilhões de pedacinhos.
E sempre tinha um presépio... na casa da minha avó ele tomava metade da sala dela, tomava não, toma ainda
E no dia 25 lá estava o Menino Jesus em seu bercinho de palha
Até os Papais Noel eram diferentes... lembro que naquela época ele estava sempre linkado com Coca- Cola, a maioria dos anúncios que tinham Papai Noel eram da marca.
Quem não se lembra do famoso comercial dos caminhões da Coca- Cola?
E não pára por aí, no dia de Natal quando eu ainda morava com minha família, bom não posso dizer que isso tem muito tempo, em alguns anos quando vou prá lá isso ainda acontece. É um tal de junta panelas que começa cedo e só termina por volta das 11 da noite, toda hora chega um carro de gente, sai de novo, fica uma tia e uma prima depois volta de novo o compadre com mais compra de supermercado, aí a mãe grita: Acabou o saaalll!!!! Carne no tempero, leitoa na brasa, pernil que começa a cozinhar meio dia e só vai pro forno as oito da noite. E chega parente de viagem, telefone que toca sem parar, a vó que liga perguntando se a gente vai na missa do galo e que não é prá atrasar kkkk vou abrir um parênteses (
Prá quem não sabe Missa do Galo também conhecida por Missa da Meia Noite, celebra-se devido ao fato de a tradição dizer que Jesus nasceu à meia-noite. Para os católicos Romanos, este costume de assistir a esta Missa começou no ano 400. Nos países latinos, esta missa é chamada Missa do Galo, porque, segundo a lenda, a única vez que um galo cantou à meia noite foi na noite em que Jesus nasceu.)
E como tem comida boa nessa época do ano néam?
Pão de queijo quentinho toda hora, doce de figo, torta de abacaxi, se quiser comer o dia todo tem comida toda hora mesmo...
Badalam as 19h é hora de sair prá comprar os presentchenhos... e também distribuir as cestas arrecadadas, porquê Natal é isso, não só nesta data, mas lembrar de quem precisa mais do que nós. E cidade pequena já viu né, em época de Natal então, um alvoroço, todo mundo vai prá loja da Arminda ou da Maria da Ideal comprar as lembrancinhas!!!!
E nessa muvuca a gente encontra toooodo mundo que tá morando fora, gente que não se via há anos, e é um tal de vai lá em casa, vai lá tomar um café, que dia que você vai embora prá eu te ver antes, que nunca se concretiza... mas o que vale é a intenção. Hora de ceiar e entregar os presentinhos, lá em casa o Papai Noel nunca apareceu na festa, só de madrugada mesmo, isso quando algum adulto inconveniente acabava com a fantasia da mulecada....
No dia seguinte a reunião é na casa da D. Flôr, assim seguia o fim do ano, com muito calor humano, muita alegria, comida e gente querida...só que isso tem acabado. Com o passar dos anos toda essa barulheira vem se silenciando, alguns que só podem participar em memória, outros que casaram e vão passar com o marido, outros que estão fora do país, e assim vão minguando as pessoas...
Acredito que o sentimento do Natal não tenha mudado só prá mim, para os outros também e o sentimento que domina agora é o da saudade. Saudade do gosto da infância, do barulho dos talheres, do corre- corre, do cheiro da casa dos pais, até do cheiro do perfume daquela tia avó, saudade do papagaio imitando as risadas, do cachorro correndo atrás da meninada,da TV ligada passando especial Roberto Carlos ou a lista de Schindler e ninguém assistindo, dos pijamas que a tia lá da cidadezinha perto sempre lembrava de trazer, saudade da oração que a Vó puxava antes da ceia. A chuva que sempre caia perto de 10 da noite, as gargalhadas e piadas sempre repetidas do pai, o presentinho que os padrinhos nunca esqueciam, os abraços apertados e aquelas frases que nunca se calavam: Nossa como você cresceu ou como você tá a cada dia mais parecida com sua mãe; você some menina! ou então: Num vai casar não? Enfim, embora algumas dessas sempre deixavam a gente meio constrangida, dá um aperto no coração e um nó na garganta só de lembrar daquele clima de família reunida, de gente querida. Natal prá mim é assim...era pelo menos, com o passar dos anos o que tá restando agora é uma distância de 300km e um apartamento vazio.
foto
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Confissão
Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!
Mário Quintana lendo minha alma...
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Lua Adversa
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
Cecília Meireles
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Inveja?
Li em algum lugar que podem dizer o que quiserem o mal do século é a solidão, eis que não que eu me sinta sozinha, gosto de tudo do meu jeito, da preguicinha que dá de vez em quando, das coisas nos mesmos lugares, do barulho do silêncio...
Hoje briguei com o silêncio, me recusei a ouví-lo, recusei até a solidão...
Andei... preciso andar mais, maltratei as horas, o tempo, o dia e até a chuva, Depois agradeci pelo simples fato de estar viva.
Invejei quem segue um caminho certo, quem tem rotina, quem toma café lendo jornal, quem fuma no meio do expediente só pelo prazer momentâneo, quem vai e volta prá casa sabendo o que vai fazer...invejei a mulher que quer engravidar porque ama criança e tive um sentimento tão grande de afeto por isso tudo, de saudade... de novo? Mas eu não estava falando de inveja?
Acho eu que inveja é diferente, em momento nenhum desejei ter o que o outro tem ou que o outro é, apenas admirei e senti uma enorme vontade de um dia passar por isso e ter esses sentimentos tão nobres, inveja tem mais a ver com coisa ruim, com destruição, eu não. Eu quero construção, preenchimento. É diferente.
E assim volto prá casa... pro silêncio... esse que tem me contado tantas coisas ultimamente e revelado um eu que eu não conhecia e aí me enterto por horas a fio, a ouvir o que ele me ensina...
Por favor solidão... esqueça de mim. Pelo menos por ora.
Dri, que até hoje não entende o porquê do sentimento de inveja.
"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer."
Clarice Lispector
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Legal
Ação legal do OMO prá divulgar o novo sabão líquido, é só cadastrar no site e receber amostra grátis em casa...
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Jeitinho
"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te
Ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente.
Se ela te fosse direta, você a rejeitaria."
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim...
(Sentimental - Los Hermanos)
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